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Olá, Eu sou Italo Vietro

Sou Head of Engineering na Parloa, onde a gente tá descobrindo como fazer conversas com IA funcionarem de verdade em escala. O tipo de problema onde "move fast and break things" não cola. Estou na área de tecnologia há 18+ anos. Comecei consertando computadores em João Pessoa, migrei para software, e fui fazendo meu caminho pela Europa construindo times e sistemas.


O que aprendi sobre pessoas

Na N26, liderei 40 engenheiros nos sistemas bancários principais e empurrei forte pela autonomia dos squads: “you build it, you run it, you own it.” Fácil de falar, difícil de fazer funcionar de verdade. Só funciona quando as pessoas se sentem seguras pra assumir seus erros, não só seus acertos.

Na HelloFresh, com o time crescendo rápido, muita gente entrou que não estava lá quando a cultura se formou. Os que mais cresceram não eram os com melhor skill técnico. Eram os que faziam boas perguntas, davam feedback honesto, e não tinham medo de dizer “não sei.” Ajudar engenheiros assim a crescerem para leads me ensinou mais sobre liderança do que qualquer livro.

Sempre volto à ideia de que as melhores culturas de engenharia são construídas com confiança, não com processo. Processo ajuda, mas sem confiança é só burocracia.


O que aprendi sobre times

Na HelloFresh, fiz parte da jornada de 13 engenheiros para 300+ como Director of Engineering. Substituímos um monolito PHP por serviços Go cloud-native. A migração técnica foi a parte mais direta. O verdadeiro desafio foi crescer sem ficar mais lento. Adicionar pessoas não te faz mais rápido. Tornar as pessoas eficazes, sim.

No Urban Sports Club, ajudei a construir um TechHub na Espanha. Sem manual, sem time pré-existente, só o desafio de entregar mais rápido. O que funcionou não foi trabalhar mais. Foi trocar heroísmo improvisado por metas compartilhadas e progresso consistente e previsível.

Na Lykon, fui de Head of Technology a CTO e construí um time de engenharia do zero num setor de saúde altamente regulado. Construir uma plataforma de 40+ microsserviços enquanto navegava expectativas de investidores e compliance de saúde me ensinou que inovação e regulação não são opostos. Você só precisa ser mais intencional com os dois.


O que aprendi sobre sistemas

Meu pensamento sobre sistemas começou no Brasil, construindo sistemas de alta carga que lidavam com o registro de empresas pro governo federal. Quando milhões de negócios dependem da sua plataforma pra se constituírem, você aprende sobre arquitetura orientada a eventos e escalabilidade na marra. Isso moldou como eu penso sobre confiabilidade e design até hoje.

Seu organograma é sua arquitetura. Isso é a Lei de Conway, e eu vi isso se repetir em todo lugar. Nenhum documento de design supera uma estrutura de time que puxa na direção errada.

Na Babbel como VP de Plataforma, liderei 120+ pessoas em Core Platform, Infraestrutura, Reliability e Enterprise Ops. Ler Team Topologies me deu o vocabulário, mas a lição real veio de ver acontecer na prática: times de plataforma falham quando operam como service desk e funcionam quando habilitam os times de produto a serem autônomos. Implementamos FinOps pra que os times fossem donos dos seus próprios custos de cloud e introduzimos Shift-Left Testing pra pegar problemas antes de chegarem em produção.


Além do Código

Quando não estou pensando em sistemas distribuídos, você me encontra gerenciando meu homelab (clusters Kubernetes, self-hosting de tudo), preparando café com uma precisão que minha família acha excessiva, bolando estratégias em campanhas de D&D e sendo pai dedicado e marido presente. O homelab é onde eu experimento. O café é onde eu foco. O D&D é onde eu aceito que até os melhores planos desmoronam.